quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Nenhuma Explicação


Até parece que um dia, olhava nos seus olhos

E repetia as frases que pareciam ser bonitas
Agora parece que esse frio traz lembranças
Que há tempos, não lembrava que existiam.
É claro que esqueci como deveria sentir, mas
Ainda vejo você, mesmo não estando aqui.
Então se torna algo tão comum e sem graça
Sem saber de certo se é uma questão ou até
Algum ponto onde as pessoas já não se entendem.

Parece que estamos pertos, mais também longe.
Parece que o seu vermelho, enfraquece, tornando
Meus olhos menos atraentes, e mais confusos.
Mas é claro que um dia descobrimos o que somos
E então, passaremos a nos cobrir na própria mascara.

Até o dia em que quebrarei a sua mentira imprópria
Com raiva, quebrarei seu sentimento do mais puro
E me vestirei com a sua própria ternura e satisfação
..........................................João Victor Elias

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Lembranças

Em cada um de nós, há uma velha lembrança, que pode marcar nossa vida. Feliz, Feliz e confusa, triste. Algo que nos toca e nos inspira, pelo qual podemos sorrir sem temer, algo que nos faz olhar para o céu, e ver o sol radiando, ou mesmo as nuvens negras, que pode parecer assustadora, mas não passa de uma pequena tempestade passageira, que pode abalar algumas pessoas.

Essas gotas surdas que caem da minha janela, é algo que me fascina tanto, essas folhas molhadas, que parecem estar mortas, mas na verdade, esta ganhando mais vida.
Para muitas pessoas, as nossas perdas nos fazem cair tanto, como se não tivesse mais nada que possa nos salvar. Com o tempo, percebemos que temos tanto tempo, mais esse tempo, é tão curto, e já não se sabe de que forma interpretar esse tempo.
A Chuva engrossa, junto aos meus pensamentos. E agora, posso abrir toda a cortina, e ver o quanto a água desce sem destino, pois o vento, pode empurrar, mudando-as de direção. Abrindo a janela, sinto o ar ficar mais frio, e posso ouvir as gotas, que caem, e também sentir o cheiro das folhas molhadas. É tão lindo a melodia que juntas formam, e tão despercebido, que talvez, podem estar chorando, ou tão alegre, que podem estar brincando. Mais será que podem saber o que estou sentindo?, será que podem ouvir minha respiração?
E agora, posso ouvir o barulho dos pássaros que acabaram de aparecer. Eles voam tão rápido, e com meus olhos, tento os ver lentamente, as gotas fracas agora, e pingam neles quando batem as azas, e pegam mais velocidade. Os pássaros com muita energia e voando, enquanto meus cachorros querem ficar no meu colo, e ouvindo o barulho das teclas batendo. Elas se encolhem tanto, tão com muito frio, pois a janela permanece aberta. Estou me recuperando aos poucos, e percebendo que não vai mudar muito, apenas vão se tornarem mais lembranças.

.............................. João Victor Elias

terça-feira, 13 de julho de 2010

Fonte da Mesma Dor

A insegurança da ultima dor colhida
Tem que ser forte para não se manipular
A perda de um ser que por mágoas imagens restantes
As lagrimas tempestuosas que acabam te ferindo
Escravos do mundo, passageiros do mundo.


A montanha de sentimentos que construí sozinho
Derretimento de um gelo frio e doentio
Mais tudo não deve ser tão simples
Poros de sujeiras e lembranças
E a mesma premunição de fim abala minha cabeça.


Musica melodiosa que acolhe minhas feridas
Cicatrizes mal curadas são novamente tocadas
E a dor não se baseia em fatos de imensidão
Desbotando a mesma sensação de desentendimento
Flores que em pétalas guerreiam seus mais fortes espinhos.

Luz serena e dormente
Mostre-me algum sinal
Para saber que ainda estou vivo
Pureza de olhos felinos
Toma-me em teus braços
E me leve para onde for.

Ondas fortes, que banham o meu espírito
Forças do outro lado purificam o meu ser
Nuvens negras que passaram a me julgar
Manto vermelho ilusionista de amor
Sorriso falso, escondendo minha dor.

...................................................... João Victor Elias 

terça-feira, 29 de junho de 2010

Nenhum Nada

Não sei mais nada

Nada me convém
E essas palavras não são por acaso
Apenas estupidez

Nada vê,
Mas é bem assim
O nada é sem sentindo
Quanto pra você e pra mim

Quem disse que o certo é certo?
Quem disse que o certo é assim?
O certo é a palavra, dita pela pessoa errada

Ter sentido não o mais importante
Pois na verdade nada faz sentido!

Revolução



Meu país me escravizou
Me humilhou e me atacou
Quem é o dono disso?
Dessa merda chamada país

Meus gritos não comoveram você
Minha força nem poder
Minha anti-idolatração
Que me faz não ser mais um cidadão

Cuspi na sua bandeira mal lavada
Defequei na tua mão
Minha cabeça só repete uma palavra
REVOLUÇÂO!

domingo, 25 de abril de 2010

Más Situações

 
Salva-me desse mundo
Desumano e desvalido
Morto e não renascido
Tentando se recuperar de feridas profundas, mal cicatrizadas


Quero mudar o agora
Mais não o que virá
Quero Tentar agora
Para não sair como você

Salve-me de tuas garras
Salve-me de teu ódio
Salve-me do seu sujeito amor
Salve-me de tua insegurança
De sua rebeldia
De seus sonhos iludidos
De tuas lagrimas
De teus pensamentos malditos

Quero tentar
Ser mais o que sou
Quero tentar
Ser o que deixei de ser por você
E esquecer meus arrependimentos
De todas as minhas revoltas
Do coração ferido
Da garganta ardente
Das lagrimas derramadas sem discórdias
Das dores inexplicáveis aqui dentro
De todo aquele amor não conferido

...........................................João Victor Elias

sábado, 10 de abril de 2010

Sentimentos Adormecidos

Meus dias então sendo contados

A uma mão que nasce nos meus sentimentos
Estou ficando fraco,
Pois estes estão apagando a minha fortaleza.


E quando penso que estou livre
As algemas do ódio envolvem-me
Fazendo com que eu não possa mais sorrir
Não possa mais sentir
Não possa ser do jeito que eu sempre quis.


E os seres que comigo habitam,
Já estão mortos, por não saberem viver
Ainda acho que sou um dos únicos que continuam vivos
Que ainda respira, que ainda sabe habitar
Com o que tem em mente.

Estou sendo agarrado, por medo e insegurança.
E perdido na selva da discórdia
Onde as arvores são feitas a gritos de dor.

Não aprendi a sorrir com os mais chatos dos circos,
Não aprendia a chorar com a mais bela dor.

Enquanto tento fingir a felicidade,
Atrás de todos os meus sorrisos
Esta a dor da solidão.
-........................................João Victor Elias

terça-feira, 30 de março de 2010

Um grande erro




Já não sei se consigo falar o que sinto
No momento você esta aqui mais não sei se é o certo
Pois eu sei que é o que você não quer

Saiba que me magôo às vezes por não ser desse jeito
Mas saiba que o que sinto por você esta mais além do que nossa amizade
Mais não vou me aproximar
Vou ficar aqui tentando curar as lagrimas
Que já saíram por você

Desculpe-me pelas vezes que não intendi o que você disse
Pensei que era pra mim
Mais estava enganado
Ainda dizia que eu estava brincando
E ria para não mostrar o quanto estava com raiva

Tento esconder os sentimentos para não perder o que ainda me resta
Mais vou tentar te esquecer
Pois sei que não é isso o que queres
E sei que será o melhor para nos dois

-........................................João Victor Elias

domingo, 28 de março de 2010

Interrogação

Que mundo é esse?
O mundo que trás lixo para as casas
E nunca sabe se na verdade sabe
Que mundo é esse?
Que trás tristeza em vez de salvação
E fome em vez de sustentação
Cadê o meu mundo?
Que ajuda os necessitados
E sabe se sustentar
Com o que ganha honestamente
Sem ferir para ganhar

Ou até roubar pra vencer
Matar pra viver
Pegar de quem não tem
Para se sentir no poder

Não quero mais
Já me cansei
Estou aqui, mais ninguém esta me vendo
Ou até me chamando de idiota
Por não saber o que fazer
E nem saber perder
Pois já entendi o jogo
E agora jogar o que?
Vamos jogar a miséria do poder?
Jogar a policia para vencer?
Jogar o pobre pra morrer?
Jogar infelicidade para quem não tem um pão para comer?
Dar dinheiro pra pagar impostos?
Mais que impostos?

Quero ser livre
Quero viver
Quero ter a vida que sonhei
Mais não pude ter

Já pensei em suicídio
Mais suicídio pra que?
Se posso continuar tentando
Mesmo com as desesperança que anda me seguindo
Mesmo com a falta de respeito dos cidadãos
Mesmo com a justiça se partindo
E com a anormalidade de um povo que não pensa mais em ser o que um dia pensou ser!
Vamos tomar juízo
Mais juízo não se compra
E nem se vende
E assim é bom
Tomarmos consciência
Em vez de gastar dinheiro com o que vê
Ou com o que os olhos viram.

Por que é que são todos assim?
Por que é que ninguém consegue entender?
O mundo foi feito, para viver, e aprender a sofrer
Que tudo isso
Não vale a pena se gabar
Uma pessoa que se gaba sem cabeça
Não vale a pena tentar
Pois o melhor
Tenho certeza
Não lhe acontecera

Errando, foi como aprendi a viver
Aceitando os erros
Aceitando que todos estão diferentes
Não sei por mim
Mais o que houve?
Será que foram induzidos?
Perderam sua conservação!

Até lá, vou tentando
Tentando caminhar
Com os pés nus no espinho
Tentando a dor
Para o tempo passar
Vou me sacrificar
Vou tentar aceitar
Que não vamos mudar o agora
Mais o que virá!


- de:João Victor Elias